By Ana Bailune
"Toda a arte é completamente inútil." -  Oscar Wilde
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21/01/2016 16h53
SONHO- CASA CAINDO - PASSARINHO

Eu estava em uma festa ao ar livre. Estava anoitecendo. De onde eu estava, podia  ver a casa de minha irmã, embora na realidade, este ângulo de visão não exista. Ouvi um ruído intenso, e senti o chão tremendo sob meus pés. A casa da piscina de repente desabou com um estrondo. Comecei a gritar muito, alguém tentava me acalmar.

 

 

 

 

 

 

 

A casa grande, principal,  estava de janelas abertas e luzes acesas. Vi que havia duas pessoas lá dentro, mas não consegui distinguir quem eram, pois a luz por trás delas transformava as imagens em vultos, não conseguia ver os rostos. Gritei para que saíssem da casa, mas eles pareciam não me escutar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A segunda casa desabou com as duas pessoas dentro. Eu gritava e chorava muito, desesperada. Eu dizia que havia gente na casa, mas as pessoas pareciam não acreditar em mim. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais tarde, alguém colocou um passarinho na minha mão, e fui até uma janela para soltá-lo. Quando ele voou, transformou-se em uma galinha, e foi perseguido por cães, que o pegaram e dilaceraram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acordei me sentindo muito mal.

 

 


Publicado por Ana Bailune em 21/01/2016 às 16h53
 
21/01/2015 14h56
Sonhos - janeiro 2015

Sonho I

 

Eu estava na casa dos meus sogros (meu sogro já é falecido); meu marido estava no quarto da frente, tirando tudo dos armários. Havia muitas coisas: roupas, sapatos, objetos. Tantas, que ele começou a pendurar as roupas no lustre! perguntei o que ele estava fazendo, e ele respondeu: "Estou arrumando isso aqui. Tem coisas demais. Vou jogar fora ou doar a maioria." Fiquei confusa, pois afinal, a casa é da mãe dele, e ele não tinha o direito de fazer aquilo sem falar com ela.

 

Sonho II

 

Eu estava em uma casa grande com toda a minha família. Meu pai e minha mãe, já falecidos, também estavam lá. parecia um reencontro. Meu pai estava gfeliz, e minha mãe usava uma bengala. Todas as minhas irmãs, sobrinhos, sobrinhas e cunhados moravam juntos naquela casa, e eu com eles. Meu pai me olhou, e eu compreendi na hora o que ele queria dizer: "Viu? No final, tudo se ajusta. Eu estou feliz aqui, e você?"


Publicado por Ana Bailune em 21/01/2015 às 14h56
 
18/02/2014 08h46
É TÃO FÁCIL ODIAR!

É Tão Fácil Odiar!


Hoje em dia, principalmente porque vivemos em uma era tecnológica na qual ideias e pensamentos transitam livremente, chegando aos lugares mais distantes, odiar tornou-se muito fácil; por exemplo, basta que alguém diga ou escreva: "Não concordo com você." Esta curta frase é suficiente para causar desentendimentos, transtornos e discussões sem o menor sentido! 

As pessoas acham-se donas das ideias, e inflamadas por um ego que desconhece limites, acham-se no direito de impô-las; motivadas pelo anonimato, tecem comentários equivocados sobre a vida de pessoas que não conhecem, e desenham sobre seus rostos as piores feições, tracejadas de desejos de vingança. Chegam a proferir ameaças de agressões físicas e surras, desencadeando uma trilha de desamor e maledicências contra seus desafetos, angariando súditos que passam, através de sua influência, a também odiar aquela pessoa - que nem sequer conhecem.

Acredito que pessoas que agem desta maneira talvez estejam mal consigo mesmas. Desejam encontrar alguém que lhes sirva de bode expiatório para tudo o que há de errado em suas vidas. Qualquer observação ou comentário alheio servem de rastilho de pólvora para que possam explodir e aliviar suas tensões.

É tão fácil odiar! Novamente, estes pensamentos me fazem lembrar de uma conversa que tive com uma senhora espírita, que me advertiu: "Hoje em dia, o mal paira sobre nossas cabeças, procurando por uma brecha para que chegue até nós e cause danos irreparáveis. Antigamente, quando alguém desejava influenciar a outros espiritualmente, recorria a trabalhos de magia negra; hoje, basta desejar o mal, e ele prontamente faz seu trabalho; mas atinge também aquele que buscou lançá-lo contra alguém. É preciso tomarmos muito cuidado com o que pensamos e falamos." O que ela disse ficou gravado em minha cabeça.

É admirável (no mau sentido) a capacidade que as pessoas tem de odiar alguém, com todas as forças, apenas porque suspeitam de algo que só está dentro de suas cabeças, mesmo sem qualquer embasamento. Elas não desejam esclarecer mal-entendidos; não é este o seu propósito. Querem apenas dirigir todo o ódio e frustração que carregam dentro de si contra algum alvo. Escolhem-no e atiram. Depois, fazem-se de vítimas. Tentam fazer com que o maior número possível de pessoas se voltem contra seu desafeto, e quem se recusar a fazê-lo, passa a ser ignorado ou igualmente atacado.

 

Passam também a tentar  ofender os outros pelo que expõe sobre sua idade, aparência física ou outra característica que pode até nem ser real, incentivando outros a praticar o mesmo bullying que praticam. Não percebem que agindo desta forma, estão ofendendo também todas as pessoas que se encontram na mesma situação que seu alvo - que são mais velhas, ou que estão acima do peso, que são mulheres ou que não são mestres em literatura (sendo que o pretenso ofensor também não é, embora se veja como tal). Se esquece que ele mesmo está se encaminhando para a velhice, e que daqui a poucos anos, será velho, podendo ele mesmo estar acima do peso ou perder a saúde.

 

É... odiar é muito fácil. Às vezes, basta que alguém tenha alguma coisa que ele - o que odeia - não possui, seja um talento, um estilo de vida, ou pessoas que o admiram. 

 

Se amar fosse tão fácil quanto odiar, o mundo de hoje não estaria na situação em que se encontra.

 

 


Publicado por Ana Bailune em 18/02/2014 às 08h46
 
06/02/2014 09h08
Dois Sonhos - Texto em Chinês + Portão

1) Sonhei que havia um grande portão de madeira, e eu estava ajudando a fechá-lo. Atrás dele estavam cães. Fechei o portão e fui embora.

 

 

 

 

 

 

 

Interpretação: despedida de um (ou mais) amigo(s). Encerramento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2) Sonhei que estava escrevendo em chinês. Alguém ficou impressionado com a maneira como eu escrevia fluentemente , e eu respondi que na verdade, psicografava os textos e não tinha a menor ideia sobre o que eles significavam.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Interpretação: acho que pode significar que precisarei decifrar algum enigma difícil. Ou que a comunicação com os outros está dificultada - o que é verdade.

 

 


Publicado por Ana Bailune em 06/02/2014 às 09h08
 
18/12/2013 14h47
DOIS SONHOS - FOME E MORTE

18/12/2013 Fome - sonhei que estava sentada em um restaurante lotado aguardando meu pedido. Minhas irmãs e outras pessoas conhecidas estavam em outras mesas. Todos tinham sido servidos, menos eu. Olhei o relógio e eram quase três da tarde. Fiquei furiosa, e quando reclamei da demora, disseram que o restaurante ia fechar. Saí e estava com muita fome. Minha irmã e eu andávamos por uma rua ensolarada. Eu sentia fome, sede e calor. Queria encontrar um local para comer, mas ela nem ligava, apenas tagarelava.

 

 

Ela parou junto a uma obra para pedir cigarros aos trabalhadores. Ficou conversando com eles, e eu finalmente gritei que estava com fome. Comecei a chorar. Acordei gritando.

 

 

 

 


 

 

 


 

 

15/12/2013 Morte - Sonhei que era adolescente. Magra, ágil, pulava pelas calçadas da avenida Mal. Deodoro. Passava por lojas, carros, pessoas. Carregava meu material de estudo pois ia ter aulas particulares de inglês em um prédio próximo.

 

 

 

Quando cheguei na portaria e me anunciei, o porteiro disse: "A professora morreu." Fiquei pasma, e pedi mais detalhes. Disse a ele que tinha falado com ela ainda naquele dia. Ele lamentou, e respondeu: "Ela está sendo velada logo ali." Conduziu-me para uma escadaria de mármore. Mandou que eu a descesse, pois a professora estava ali, em uma sala. Comecei a descer. A escuridão da sala contrastava com o sol que deixara do lado de fora.

 

 

 

 

Cheguei a um nível de onde podia ver uma parte do caixão. Parei. estanquei na escadaria, pois não sabia quem eu veria dentro do caixão. Acordei assustada e angustiada.

 

 


Publicado por Ana Bailune em 18/12/2013 às 14h47



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