By Ana Bailune
"Toda a arte é completamente inútil." -  Oscar Wilde
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O Número de Dunbar (Dunbar's Number)


Recentemente, usei em minhas aulas um artigo da revista Speak Up - gosto muito desta revista, pois traz assuntos interessantes para discutir em sala de aula com meus alunos de inglês - sobre o Número de Dunbar. De acordo com a Wikipedia (outra de minhas fontes favoritas, pois é simples e direta), Robin Dunbar (28/07/1947) é um antropólogo evolucionista da Universidade de Liverpool, Inglaterra. Após pesquisas, ele criou o Número de Dunbar. A Wikipedia explica que:

"O número de Dunbar define o limite cognitivo teórico do número de pessoas com as quais um indivíduo pode manter relações sociais estáveis. Nesse tipo de relação o indivíduo conhece cada membro do grupo e sabe identificar em que relação cada indivíduo se encontra com os outros indivíduos do grupo-1 Esse número teórico fica entre 100 e 230 pessoas, entre parentes e amigos. Deve-se reparar que as pequenas comunidades - tribos, aldeias, grupos de interesse comum - costumam ficar mais ou menos nessa faixa."

Dunbar criou um sistema de anéis concêntricos onde você está no centro, e à sua volta, um grupo social de cento e cinquenta pessoas, sendo que o anel mais próximo de você é formado por 3 a 5 pessoas, enquanto o segundo anel contém 10 a 15 pessoas, e o terceiro, 30 a 45.  As pessoas compondo o primeiro anel podem ser consideradas nossos amigos de verdade. Ele explica que, apesar de podermos considerar as pessoas dos anéis mais distantes como amigos ou pessoas com quem temos coisas em comum, dificilmente alguém conseguirá manejar relacionamentos significativos com um número de pessoas maior que 35. Os membros familiares não estão incluídos nestes números.

Segundo Angelita Viana Corrêa Scardua, pioneira nos estudos de psicologia positiva no Brasil, "...amizade que é amizade tem o suporte dos sentidos! Amigo de verdade tem olhos para ver, nariz para cheirar, mãos para tocar, ouvidos para ouvir…”Amigo virtual” pode até ser bom para “enganar” a solidão, pode mesmo até ajudar a expandir o círculo social, contribuindo com mais informações para o processamento cerebral… Mas amigo que é só virtual dificilmente poderá contribuir para que o cérebro libere muitos dos neurotransmissores que nos ajudam a nos sentirmos mais relaxados, alegres e felizes. Afinal, a ocitocina, um hormônio muito associado ao vínculo afetivo, tem no contato físico um dos seus principais gatilhos. Não é a toa que a ocitocina é carinhosamente chamada pelos cientistas de “hormônio do abraço”!

Concordo plenamente com ela. O que sabemos, realmente, sobre as pessoas com quem 'encontramos' no mundo virtual? Apenas o que elas colocam na rede. Vemos as fotografias mais bonitas, onde elas estão vestindo suas melhores roupas em lugares maravilhosos, sempre sorridentes e felizes. E quem não faz como elas, ou seja, quem não demonstra estar feliz e sorridente o tempo todo - mesmo que esta felicidade seja totalmente falsa - é considerado esquisito e desajustado. É preciso ser feliz a qualquer custo (ou pelo menos, fazer os outros acreditarem que é assim que somos). Jamais discordar, ser sempre amigo de todos, fazer cara de paisagem mesmo nas situações que normalmente nos tirariam do sério aqui fora, pois é preciso manter uma imagem de perfeição e impecabilidade. 

No Facebook - uma rede social na qual tenho, no momento, 384 pessoas em meu círculo de amigos - eu sinto o quanto o Número de Dunbar realmente faz sentido. 

Eu acho perigoso acreditar que realmente temos trezentos, quinhentos ou até mais amigos online. Amizade e afinidade não são a mesma coisa. Sempre tomo muito cuidado ao considerar alguém como amigo, e não tenho nenhum tipo de ilusão romântica a esse respeito. Porém, acredito que, de perto, ninguém é normal, mas também não é tão esquisito assim.


Ana Bailune
Enviado por Ana Bailune em 12/03/2014
Alterado em 12/03/2014


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