By Ana Bailune
"Toda a arte é completamente inútil." -  Oscar Wilde
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Anjinhos sob a sacada de uma janela, no Castelo Bolognini

 


AH, OS ITALIANOS - ÚLTIMA PARTE

(continuação)

-LÍNGUAS – Antes de viajar, estudei um pouquinho de italiano em casa, sozinha. Utilizei um aplicativo e um livreto de italiano para viagem. Claro, não consegui aprender a falar, mas consegui aprender coisas bem básicas, como pedir água e informações, perguntar o preço, cumprimentar pessoas, etc. ninguém aprende a falar uma língua usando um aplicativo, muito menos, em poucos meses. Ao chegar lá, pude constatar, feliz, que a maioria das pessoas fala inglês em estabelecimentos comerciais, e até nas ruas. Pelo menos, o suficiente para se comunicarem. Portanto, não tive problemas. 

Foi muito interessante, em certos momentos, estar no meio de um grande grupo de pessoas e escutá-las falando línguas diferentes. Uma vez, após visitarmos o Castelo Sforzesco em Milão, uma tempestade repentina causou um acúmulo de pessoas na hora da saída. Um  funcionário do museu berrava em italiano, pedindo que as pessoas saíssem pois era hora de fechar, mas ninguém arredou pé. Naquela tarde, às portas do castelo, nosso grupo protegia-se da chuva entre uma multidão de indianos, alemães, americanos, ingleses, franceses, italianos, árabes, russos e pessoas de muitas outras nacionalidades cujas línguas não consegui sequer identificar. Foi uma sensação única, inexplicável. 

Meu marido, corajosamente, comunicava-se em italiano usando gestos e também algumas palavras em inglês. Era bem engraçado... mas ele conseguia se fazer entender. Logo aprendemos, através de tentativa, erro e muita observação, a pedir confiantemente coisas como sorvete, café, água, comida em um restaurante e até informações nas ruas. Lembro de mim mesma dizendo, na sorveteria: “Un cono piccolo di pistacchio, per favore!”  

Quando a gente tem coragem e um pouco de cara de pau, a comunicação se torna bem mais fácil. Basta ser observador e não ter medo de errar. Algumas vezes fomos corrigidos, e isso foi ótimo. 


-SORVETERIAS – Que saudades eu tenho do gelato italiano! Eu, que adoro sorvetes, não poderia deixar de aproveitar muito bem esta parte! Eles são cremosos, densos, deliciosos... e eu que pensei que os sorvetes daqui fossem bons!
Há gelaterias em toda parte, e a clientela é grande. Italianos realmente amam sorvetes. 
Quase toda noite, quando saímos do metrô e deixávamos o grupo, voltando dos passeios, meu marido e eu costumávamos frequentar uma sorveteria que ficava perto de casa. Por volta de dez e trinta da noite, nós nos sentávamos e pedíamos o nosso gelato. O movimento era grande àquela hora: muitos pedidos de entrega em domicílio, e muitos ‘motoboys’. Depois, íamos caminhando até o apartamento, andando pelas ruas quase desertas de Milão, cansados e felizes. Nunca vou me esquecer daqueles momentos!
Uma bola de sorvete é bem grande por lá, portanto, eu quase sempre pedia o “piccolo.” O “grande” era realmente muito grande.


 
- CAFÉ – Senti saudades do café do Brasil! O nosso é de longe, bem melhor! Gosto do espresso, mas nada substitui o cheirinho e o sabor do nosso café. Tentamos comprar café no supermercado, e conseguimos, mas não havia filtro de papel. Assim, optamos pelo café solúvel instantâneo. 
No começo, quando pedíamos café em bares e restaurantes, a quantidade na xícara vinha abaixo do meio. Fiquei surpresa com a quantidade ridícula de café que era servida, até que descobrimos que se quiséssemos um pouco mais, deveríamos pedir um espresso lungo. Bem, quando digo um pouco mais, é um pouco mais mesmo! Chegava até o meio da xícara. Dava para dois golinhos. Aprendemos sobre vários tipos de café, como o macchiato, favorito do meu marido. Nós nos acostumamos com o café italiano, mas chegar em casa e preparar um café brasileiro não teve preço...

Castelo Bolognini, numa noite de sonhos na qual fomos padrinhos de casamento de leo e Isabela
 
-CASTELOS – Há vários. Estão em todos os lugares. Meu sonho de conhecer um castelo foi realizado. Entramos em castelos em Milão, na Toscana e em Verona. Conhecemos também a casa de Giulietta, que é quase um castelo. Não posso descrever a sensação de estar em um castelo! Pelo menos para mim, foi muito forte e cheia de magia! É como dar um mergulho profundo dentro do passado e da história das famílias que moraram neles. Mais do que isso, é deixar a imaginação correr solta ao deparar com uma cozinha medieval, uma passagem secreta, uma janela que dá para uma paisagem deslumbrante. Sem mencionar os quadros e obras de arte que permanecem nesses lugares, retratando seus moradores e seus hábitos de vida. Destaco o Castelo de Bolognini, em Sant’Angelo Lodigiano, onde fomos padrinhos de casamento de Isabela, sobrinha de meu marido. O acontecimento, em si, era um sonho: um casamento, uma recepção. Todos felizes e bem vestidos. Uma noite da qual ninguém se esquecerá jamais. 
Ainda hoje, quando me deito, fecho os olhos e as imagens dos lugares que visitamos imediatamente povoam meu pensamento. Até chego a sonhar que nós estamos lá novamente, de volta.


Fim desta série de crônicas sobre os italianos. Mas ainda vou escrever muitas outras sobre esta viagem, pois ela foi o sonho de uma vida inteira...


 
Ana Bailune
Enviado por Ana Bailune em 26/09/2017


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