By Ana Bailune
"Toda a arte é completamente inútil." -  Oscar Wilde
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Edward


Seu nome é Edward. Não o Mãos de Tesoura, embora ele também tenha mãos tão cortantes quanto. 

Alguns o veem como um santo; outros, como um traidor. E há aqueles que pensam que ele é louco. Há também os que nem pensam nele. 

Trocou seu salário de 200 mil dólares anuais como agente da NSA (National Security Agency)  por um destino de fugas e medo. Tornou-se, de repente, um dos homens mais procurados do mundo todo. Segundo o site Esquerda.net, Edward Snowden declarou:  “Não posso permitir que o governo dos Estados Unidos destrua a privacidade e a liberdade com essa máquina de vigilância que está a construir".

 "Snowden já trabalhou como consultor da CIA. Quando saiu dos Estados Unidos, era funcionário da empresa do setor de defesa Booz Allen Hamilton, onde fazia um trabalho para a NSA. Disse ao Guardian que tinha uma vida "muito confortável", com um salário de 200 mil dólares por ano, uma namorada e uma vida boa no Hawai. Mas esse conforto não se refletia na sua consciência. "Estou disposto a sacrificar tudo porque não posso permitir que o governo dos Estados Unidos destrua a privacidade e a liberdade com essa máquina de vigilância que está a construir", disse.


Snowden soube desde o início que o que ia fazer poderia causar-lhe grande dano, a exemplo do que aconteceu com Bradley Manning, o militar americano que está a ser julgado por um tribunal militar acusado de divulgar documentos diplomáticos à Wikileaks. Por isso, Snowden já calculava que nunca mais poderá voltar aos Estados Unidos. "Tenho a intenção de pedir asilo a qualquer país que acredite na liberdade de expressão e se oponha a que a privacidade global seja a vítima", disse.


Mas será que ele disse alguma novidade? Há muitos anos todo mundo sabe - embora não oficialmente - que o governo dos Estados Unidos vigia outros países através de programas como o Prisma. Snowden não revelou nada de novo, apenas 'oficializou' a coisa toda. 

Agora, asilado na Rússia, com certeza Snowden será pressionado a revelar muito mais do que já foi revelado - pois qual seria o interesse da Rússia ao dar-lhe asilo?

Anjo ou demônio?

Bem, minha opinião sobre este controverso americano (ou ex-americano?) ainda está bastante oscilante; mas quando penso melhor, minha tendência é desconfiar bastante da atitude dele. Por que alguém deixaria um país como os Estados Unidos, que apesar de poder ser terrível para os não-americanos, cuida muito bem de seus cidadãos? País este onde ele e sua família  viviam confortávelmente, e que ele deixou para sempre, a fim de fazer revelações bombásticas alegando interesse em 'zelar pela privacidade' de outros países?

Penso na posição de Edward Snowden hoje, e a vejo como sendo bastante similar à do escritor Salman Rushdie, que escreveu, em 1989,  "Os Versos Satânicos", livro que rendeu-lhe uma sentença de morte pelo Aiatolá Khomeini por ser considerado uma blasfêmia contra o Islão. O escritor foi obrigado a viver clandestinamente durante muitos anos, até que em 1998 o governo iraniano afirmou que não iria mais executá-lo.

Quanto a Edward Snowden, há uma sentença pairando sobre ele que jamais será perdoada. Creio que seu destino esteja traçado, e que Snowden acabará sendo preso ou morto pelo governo americano. O asilo político que recebeu da Rússia tem prazo de validade de um ano; e depois? 

Será que valeu a pena? Os americanos deixarão de espionar a nós e a outros países? Mudarão sua política internacional? 
Ana Bailune
Enviado por Ana Bailune em 08/08/2013


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