By Ana Bailune
"Toda a arte é completamente inútil." -  Oscar Wilde
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Sou do Tipo



Eu sou do tipo que, durante as touradas, sempre torce pelo touro e espera que o toureiro receba uma chifrada bem forte em algum lugar bem dolorido. Gosto de ver gente chorando porque o passarinho de estimação fugiu da gaiola, e me regozijo quando ouço falar do caçador que foi devorado pelo leão ou do apresentador de TV que, ao agarrar uma cobra para exibir-se, foi picado por ela.

Gosto quando vejo, pela milésima vez, aquele velho vídeo, sempre exibido nas redes sociais, do rapaz que caminhou até um cão em uma praia para dar-lhe um pontapé, e chutando o ar, estatelou-se de costas no chão, enquanto o cão fugiu. 

Adoro quando vejo aquele vídeo da criancinha que tenta jogar um gato na piscina, enquanto o aperta pela barriga sem o menor cuidado; o gato dá um salto no ar, escapando da piscina e da queda, e mordendo o pequeno demônio, que começa a chorar, escapa da maldade com toda classe. 

Jamais vou ter pena de quem se machuca enquanto tenta machucar um animal. Jamais vou achar bonito os esportes e tradições que usam animais em sua execução, como corridas de cavalos e de cães, brigas de galo, touradas e exibições de todo tipo como concursos de beleza e zoológicos. Não acho graça em quem tortura animais, sob qualquer pretexto. 

Quero que as vitórias de Petrópolis sejam extintas, sendo substituídas por veículos motorizados. Desejo que um dia a indústria da carne de animais seja descontinuada, embora eu saiba que isso jamais vai acontecer. Espero que todos os aquários e zoológicos sejam fechados um dia. Rezo para que as pessoas que visitam países exóticos, como Índia e Malásia, desistam de obter fotografias abraçados a animais dopados. 

Quando pequena, detestava ver animais que eram obrigados a trabalhar em circos e ficavam confinados em jaulas minúsculas. Davam-me angústia. Ainda bem que esse tipo de coisa acabou em grande parte do mundo. 

Sou do tipo que nunca acredita que, quem abandonou um animal na rua, "Não teve outra opção." 

Porém, sou contra os protetores radicais, como os que tentaram impedir que o gado fosse embarcado para outro país em uma viagem de quinze dias. Por causa deles, ao invés de permanecerem confinados por quinze dias, os pobres animais foram obrigados a amargar o dobro do tempo no porão do navio.

Não concordo com os que alegam que quem compra um cachorrinho ou um gatinho na pet shop está contribuindo para o abandono dos cães sem raça definida, pois quem está fazendo isso, são os que os jogam na rua. Também não acho que todo criador seja um criminoso cruel em potencial. 

Adoro animais, mas desaprovo o radicalismo.


 
Ana Bailune
Enviado por Ana Bailune em 15/02/2018
Alterado em 15/02/2018


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