NÃO ESCOLHA A AMARGURA!
A gente nem sempre se sente feliz. As coisas podem não estar caminhando da maneira que esperávamos ou tínhamos planejado. Podemos estar passando por dificuldades, sejam elas financeiras, de relacionamento, problemas de saúde. Isso é inerente a todos os seres humanos. Mas existe um momento perigoso nesse processo - exatamente aquele em que nos tornamos amargos e invejosos em relação às outras pessoas. E existem alguns sinais (já passei por isso, mas felizmente, me recuperei e aprendi). São eles:
- De repente, vemos a nós mesmos olhando para as outras pessoas e nos comparando com elas. "Por que não eu?", nos perguntamos. E sentimos como se o crescimento do outro nos levasse cada vez mais para baixo. E é nesse momento que secretamente desejamos que os outros fracassem - apenas para que nos sintamos melhores em relação a nós mesmos. Às vezes, nem chega a ser algo diretamente contra a pessoa em questão.
-Soltamos comentários depreciativos sobre as outras pessoas. Coisas como "Ah, ela estaria melhor naquela roupa se não fosse tão gorda!" Ou "Foi promovida porque é amiga do chefe!" E a gente pode nem se dar conta do quanto soamos ferinos a quem nos escuta. Isso não valida quem fala; pelo contrário, passa uma péssima impressão.
-Não perdemos uma oportunidade sequer de falar mal de alguém - qualquer pessoa. Isso se torna uma obsessão. Ficamos o tempo todo medindo as palavras alheias a fim de encontrar alguma coisa que possamos anotar no nosso livrinho mental da fofoca e comentar com alguém mais tarde. Depreciar se torna uma compulsão.
Com certeza, você já conheceu alguém assim: na primeira oportunidade que surge de estar a sós com você, tal pessoa derrama um copo de veneno a respeito de alguém. Pode ter certeza que ela fará o mesmo sobre você com outra pessoa!
-Deixamos de cuidar de nós. Não cuidamos da aparência física, das unhas, do cabelo. Nos tornamos bonecos de trapo ambulantes e achamos que isso significa ser original. Quanto mais chocarmos as pessoas através da nossa aparência, achamos que mais elas apreciarão a nossa maneira "natural" de ser. Infelizmente, no mundo não ideal em que vivemos aparências importam, e nosso rosto, corpo, unhas, dentes e cabelos são um cartão de visitas que nos precede em todos os relacionamentos e ocasiões. E não falo sobre sermos perfeitos, magérrimos, impecáveis, mas minimamente apresentáveis. Não aparecer em qualquer lugar com o cabelo sujo, as unhas sujas, os dentes sem escovar, as roupas menores ou maiores do que nosso corpo e totalmente velhas e gastas.
-A casa está sempre bagunçada e suja, as coisas empilhadas nos cantos, roupas sujas na área de serviço, chão cheio de sujeira, acúmulo de coisas quebradas ou totalmente desnecessárias. Todo acúmulo e sujeira do lado de fora reflete o acúmulo e a sujeira do lado de dentro.
Através da minha observação e experiência própria, essas características acima configuram pessoas amargas e infelizes. Elas simplesmente perderam a esperança, e a felicidade e paz alheias as incomodam. Para isso, existem livros de auto ajuda, ou melhor ainda, psicólogos, terapeutas e psiquiatras.
Toda vez que alguém derrama sua amargura sobre os outros - mesmo que em pequenas doses - não está se livrando dela. Aquele momento de sensação de 'vitória' que surge quando alguém sente que aborreceu ou rebaixou alguém, acaba ricocheteando e voltando com uma força ainda maior a quem o lançou. Porque a vítima pode até ficar aborrecida naquele momento, mas se ela for feliz e tiver maturidade, esquecerá o episódio em cinco minutos. Mas a amargura não tratada apenas tende a crescer e afastar as pessoas boas cada vez mais.
É importantíssimo de vez em quando a gente olhar para dentro. Mas também é importantíssimo olharmos para fora, ao redor de nós, e tentarmos perceber o efeito que nossas reações e comentários causam nas pessoas. A amargura é tratável.
