As Torres
Há centenas de janelas nas torres retorcidas,
Todas elas fechadas.
Ninguém olha através delas.
As copas das árvores outonais
Seguem incógnitas.
A grama verde cresce em volta
Sem ser percebida.
Em volta das torres, seguem as pessoas
E suas vidas.
E eu me pergunto: por que, meu Deus,
Tantas janelas, tantas vidraças,
Se ninguém as abre,
Se ninguém olha as paisagens
Através delas?
