CONSISTÊNCIA
Entre os dedos
Pude sentir a consistência
Líquida e pegajosa
Daquelas palavras.
Limpei meus dedos
Na água das fadas.
O rio levou às favas
O que, na minha verdade,
Me afogava.
Na escuridão da mata,
Algo ainda mais terrível
Nos aguardava...
Não existe monstro pior
Do que aquele que enterra
No seu coração vazio
A fé que não compreende.
O pior, é que nem sente
Que aquilo que combate
Por baixo do chocolate
É fel, mentira, desleixo.
